Desculpa Liz, todas as vezes que te deixei deve-se ao fato de eu ter me deixado. Agora que to aqui inundando meu vazio com palavras queria que tu soubesses que estou tão perdido quanto o balançar do vento num quadrado sem sol, sem nuvem e sem luz. O sonho de correr no verde, ver-te banhar o corpo em águas claras e colorir o dia com as cores do teu cabelo também é deixado de lado para obedecer as ordens da desordem que me manipula como que se eu fosse um boneco que qualquer hora será deixado ou substituído por um mais eficiente, nunca vou estar efetivamente preparado para adaptar-me as tuas trocas. Por que tu insiste em brincar comigo, Liz? Tu me preenche, me esvazia, me enche, me surra. Eu te deixo, tu te perdes, eu me perco. Tu voltas sorrindo, implorando amor, e eu fico chorando implorando para que um dia me ames da mesma intensidade que dedicou seu afago à quem te usou, e continua cuspindo arrogância no teu doce e ingênuo coração. Tu te perdeu em linhas, tu não sabes mais amar e deixou de cultivar bons sentimentos. Ah Liz, eu não volto para te salvar. Eu cansei de implorar que tu me preenchas, cansei de te procurar. Teu amor amargo é doce para mim, Liz.
(Liz, aqui tu és meu vazio)
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