sábado, 25 de agosto de 2012

Não é tão tarde.

Um dia, de noite.
O celular toca, Liz atende, sonolenta era duas e meia da madrugada de um sábado não saíra naquela noite friorenta. 
- Liz
- Que?
- Abre o portão pra mim.
- Que? Onde tu ta?
- Na frente da tua casa.
- Ta espera aí. 
Saiu ela apenas de calcinha e uma blusa comprida, abriu o portão e esperou-o na porta da frente.
- Porra, que tu ta fazendo aqui?
- A festa tava chata. 
- Ta entra, to com frio. 
Ela levou ele para o quarto dela, arrumou a cama para ele. Ela estava linda, com a cara de sono, ele estava com uma vontade inacabável de ter-la para sempre, poder ver ela assim todos os dias, sentir o calor dela ao seu lado, na cama que era deles. Ele estava lindo, com aquele topete, a jaqueta preta e cheiro de bebida, queria tanto ter-lo, para sempre, poder ouvir o toque do violão, os tons preguiçosos da sua voz e sentir o cheiro do seu perfume. 
- Tu avisou a tua mãe?
- Aham, ela te mandou um beijo.
- Ah, valeu.
-Ta, te deita.
- Só se tu deitar comigo.
- Não, vem tu pra cá então.
- Ta.
E lá estava os dois "melhores amigos" deitados, um abraçado no outro, um podia sentir a respiração do outro. Uma união física, que os dois poderiam ocupar até o mesmo espaço. Liz estava feliz. Ele também.


CONTINUA

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