"Que guria estranha, ela finge tudo, não deixa ninguém ver sua melhor parte, nem sente o salgado escorrer à face. O caderno dela está cheio de anotações, fórmulas, poemas e trechos de música, quem olha pensa que não sente e quem sente, pensa que não olha. Quando o assunto é a própria, finge que não conhece e foge. Além de tudo, é esperta, não se faz um livro aberto e ainda faz piada sobre o desastre que a mesma é. Nunca pediu pra que fosse levada a sério, sempre evitou demostrar. Mas mal sabe como é lindo o caos que ela transmite, e a calma quando sorri. Ah, cheia de antítese, ela é a mulher da minha vida. Ela recita Fernando Pessoa, dedica Nietzsche à mulher da sua vida, sabe de cor e salteado as músicas clássicas favoritas de sua mãe, tudo o que vê ela faz versinho. Pena que não fala, não escreve. Ela é o poema mais lindo que eu já li. Ela é o silêncio mais encantador que já vivi. Ela é o amor em linhas."

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