quinta-feira, 26 de julho de 2012

Oi!

Inerte estou
Encontro-me na solidão
A dor que ousou 
Tocar meu coração.


Cantarolando vou, versinhos que minha mãe me ensinou, era pequena, saudades imensas. Se minha vida tivesse trilha sonora, passaria de Elis Regina a cantigas de ninar. Acompanhar meus medos e anseios, sonhos e ilusões, desde quando esperava o Papai Noel até a espera do meu amor. Quem dera poder ser adulta, mas me divirto vivendo. Viver e diversão, tomaram rumos tão diferentes, a cada ano que passa, minha idade muda, eu amadureço, me perco, me encontro e me perco. Algumas vontades ainda permanecem, como ter uma casinha na árvore com um telescópio, seria o meu lugar, apenas eu e a imensidão do universo, os pontinhos brilhantes que pareciam tão distantes estariam cada vez mais perto, mas às vezes não preciso de uma ferramenta para que isso aconteça, eu definitivamente vivo "viajando no espaço" abraçando a Lua e pulando de estrela a estrela, desviando do negro que rodeia, se é que é negro. Conhecer todos os países é pouco, menina que sonha, quer admirar outras vias, outro tipo de pessoas. Não se prenda a miudezas, você é tão ínfimo, perto de tudo, não se preocupe, você não é nada! Isso parece o que eu senti quando meu (maldito) professor de Física mostrou um vídeo, que não é porno,  sobre o tamanho do universo e suas notações cientificas, daí, vem as Linhas de Nazca, mais um motivo para tu, engolir esse teu ego e aprender que não és nada. Sinto muito, mas se a Terra sair do sistema solar, não fará falta. Ou seja, toda essa arrogância, prepotência e gana não irão te levar a nada e agora vens me dizer que toda a bondade vai para o mesmo lugar também. É, acho que iremos todos tomar no cu, desculpe o palavreado, mas eu me perco em pensamentos, a respeito disso e isso é apenas a maneira que a ciência vê o ser humano, não se preocupe, ainda tem muitas formas de ver a "vida". Mesquinhos religiosos, denominam Deus igual criação de tudo, onde poucos conseguem pegar uma bíblia e entender. Muitos leem o livro sagrado, mas poucos entendem, acredito que tudo aquilo é uma metáfora, acho que tem que ser muito inteligente para desvendar esse mistério, sim, considero esse livro, um grande mistério e levar ao pé da letra é ignorância. E não, não tenho paciência para ler aquilo. Se bem que eu posso me entender melhor, somos todos filhos de uma mesma mãe? Ah, sei lá. Ainda sairei em buscas de respostas, mas, é tudo tão complexo. Você consegue entender, ou ficou com preguiça de ler até o fim esse texto. São muitos pensamentos para pouca cabeça. 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

E se...



Um dia voltar a ser tudo aquilo? E se, nem eu e você tivéssemos deixado de nos gostar. Peço desculpas por ter te deixado ir, mas se quiser voltar, vem cantando "You could be happy".

"Is it too late to remind you how we were?
But not our last days of silence, screaming, blur
Most of what I remember makes me sure
I should have stopped you from walking out the door"

Ando tão pensativa e até considerando mais os meus sentimentos, eles estão ganhando espaço dentro de mim. Me rendi, sim. Não. Nunca vou me render, mas acabei cedendo um pouquinho, agora eu deixo tudo acontecer de qualquer jeito. Vivo imersa. E escrever sobre mim, ainda é o meu assunto favorito, mas conheço melhor os outros do que a minha própria pessoa, é estranho entender o que passa dentro da minha cabeça, coloco a culpa na adolescência e quando eu for adulta? Espero que o meu glóbulo frontal tenha se desenvolvido para eu ter "juízo", será que ainda vou viver mergulhada dentro de mim? Espero que sim, pelo menos, não estarei lá, perdendo tempo falando dos outros, ah, acho que esqueci de mencionar, que eu odeio pessoas? Sim, isso é verdade, gosto de admirar crianças, elas são puras e inocentes, gosto da inocência, é uma pena termos que abandona-la, a vida nos cobra isso. Ser inocente, na adolescência, é como ser um alienado na vida, esquecer os problemas e achar que é só rosas. As pessoas corrompem isso de cada um, o pior é quando forçado a deixar de ser inocente, de uma forma brutal, palavras, gestos físicos, fazem com que desistem dela para seguir em frente. É, a inocência continua a perder para a malícia e para os outros encantos que se é proporcionado, os prazeres acabam sendo outros e o maior erro é: não respeitar o tempo de cada um. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Parquinho


Eu sou um balanço.
Vai e vem. Vai e fico lá se eu quiser. Salto do alto, em queda livre, sentindo o vento no rosto e o medo de me esfolar. Quem dera que meus únicos medos fossem apenas ralar meu joelho no chão. Agora os medos são cada vez piores. A solidão é o pior de todos. Numa terça a feira, cabular aula não é o meu medo, mentir para os meus pais também não, nem ficar remoendo miudezas. Escutar as minhas amigas falando é fantástico. Passar a tarde no sol, ouvindo histórias, ótima tarde vadiando. Verbo que significa muito na minha vida: vadiar. Não no sentido de vadia, dar a bunda ou algo semelhante, não por enquanto, tenho apenas quinze anos. Vadiar de "vagabundiar", ser um atoa, apenas "atoar". Fazer o que é considerado o mais importante para mim: estudar. O resto... é vagabundagem, é festa, é adolescência. Adolescente fluorescente. Brilhar no escuro? 
Chamar atenção? 
Ofuscar os outros? 
Quê? 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

3 furos


Sábado, dia 14. 
Nem as palavras conseguem dizer alguma coisa. Nem os mais difíceis raciocínios lógicos conseguem mostrar o resultado. Parece efeito de uma droga qualquer. Sabe quando não consegue explicar? Sensação estranha. Náusea. Estou o tempo todo querendo me defender de uma coisa que nunca vai acontecer, como se eu previsse o final, mas aina não vivi a história, isso é a assustador. E até agora estou enrolando para chegar no resultado final, um dos meus maiores medos: amor. Aterrorizante. É tão lindo. Lembra meus pais e meus dindos, uma família, uma casinha, um sonho compartilhado entre duas pessoas. A confiança, base de tudo. Confiar? É difícil? E quando se é adolescente, confiança existe? Num diário qualquer? Uma pessoa? Mas as pessoas são fofoqueiras, teimosas, irritantes. A grande maioria não sabe guardar segredo, jogam ao vento um pedido de silêncio. E aqui estou, fugindo do assunto mais uma vez. Gosto de ver o amor nos olhos das pessoas, gosto de ver os sorrisos bobos, até gosto de sentir. Mas machuca, um sempre tem que deixar alguma coisa para trás. Deixar coisas que são necessárias. É, o amor, tu sentes mas não prevê que ele está se aproximando, apenas acontece. "Apenas acontecer", é tão bom. Deixar que tudo aconteça, sem horário marcado, sem dia combinado. Ah, desisto, um dia quem sabe eu volte a falar de amor. Um dia em que eu amar de verdade.