segunda-feira, 16 de julho de 2012

3 furos


Sábado, dia 14. 
Nem as palavras conseguem dizer alguma coisa. Nem os mais difíceis raciocínios lógicos conseguem mostrar o resultado. Parece efeito de uma droga qualquer. Sabe quando não consegue explicar? Sensação estranha. Náusea. Estou o tempo todo querendo me defender de uma coisa que nunca vai acontecer, como se eu previsse o final, mas aina não vivi a história, isso é a assustador. E até agora estou enrolando para chegar no resultado final, um dos meus maiores medos: amor. Aterrorizante. É tão lindo. Lembra meus pais e meus dindos, uma família, uma casinha, um sonho compartilhado entre duas pessoas. A confiança, base de tudo. Confiar? É difícil? E quando se é adolescente, confiança existe? Num diário qualquer? Uma pessoa? Mas as pessoas são fofoqueiras, teimosas, irritantes. A grande maioria não sabe guardar segredo, jogam ao vento um pedido de silêncio. E aqui estou, fugindo do assunto mais uma vez. Gosto de ver o amor nos olhos das pessoas, gosto de ver os sorrisos bobos, até gosto de sentir. Mas machuca, um sempre tem que deixar alguma coisa para trás. Deixar coisas que são necessárias. É, o amor, tu sentes mas não prevê que ele está se aproximando, apenas acontece. "Apenas acontecer", é tão bom. Deixar que tudo aconteça, sem horário marcado, sem dia combinado. Ah, desisto, um dia quem sabe eu volte a falar de amor. Um dia em que eu amar de verdade. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário