terça-feira, 17 de julho de 2012

Parquinho


Eu sou um balanço.
Vai e vem. Vai e fico lá se eu quiser. Salto do alto, em queda livre, sentindo o vento no rosto e o medo de me esfolar. Quem dera que meus únicos medos fossem apenas ralar meu joelho no chão. Agora os medos são cada vez piores. A solidão é o pior de todos. Numa terça a feira, cabular aula não é o meu medo, mentir para os meus pais também não, nem ficar remoendo miudezas. Escutar as minhas amigas falando é fantástico. Passar a tarde no sol, ouvindo histórias, ótima tarde vadiando. Verbo que significa muito na minha vida: vadiar. Não no sentido de vadia, dar a bunda ou algo semelhante, não por enquanto, tenho apenas quinze anos. Vadiar de "vagabundiar", ser um atoa, apenas "atoar". Fazer o que é considerado o mais importante para mim: estudar. O resto... é vagabundagem, é festa, é adolescência. Adolescente fluorescente. Brilhar no escuro? 
Chamar atenção? 
Ofuscar os outros? 
Quê? 

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